domingo, 17 de julho de 2011

Hoje, tão só...

Na janela vendo a vida passar...
No escuro, sentado em uma cadeira girando de um lado ao outro, eu observo todos os movimentos lá fora, a luz que reflete o meu rosto, os carros que passam, outras feições e até o frio que abraça a noite.
Eu que esperava por alguém que não vem mais, que desapareceu sem ao menos dizer...
Agora, apenas uma canção. Olhos fitados parados no tempo e a sensação de ter sido esquecido, deixado para trás.

Sem outros meios, junto-me a ansiedade e numa folha de papel começo a rabiscar, o que parece impossível...
Minhas tentativas são falhas, pensamentos turbulentos, palavras sem sentido, versos que eu não consigo terminar.
Não há firmeza no que escrevo e nem certeza no que penso.
Não há sentimentos que sei descrever e nem canções para decifrar.
Não há remédio para conter meus medos, ainda está escuro e o oculto insiste em me fazer parar. Além das limitações que prendem as minhas mais variáveis desilusões o que me resta é a solidão de um quarto escuro, preso na imensidão dos meus pensamentos.
Hoje eu me desprenderei das coisas fúteis que ocupam a minha memória e mesmo sabendo que não irei a lugar algum, ficarei na janela esperando você voltar...

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